Bocejar é contagioso?

19 Jul

Sim, o bocejo é contagioso, indicam estudos. A princípio, não havia certeza.

Acreditava-se que o bocejo era apenas um reflexo desencadeado pelo cérebro, quando o corpo estava relaxando além de certa medida.

Ao bocejar, a pessoa mandaria mais oxigênio para o órgão, reativando o organismo, deixando-o em alerta.

E, como as pessoas têm mais ou menos os mesmos horários, estariam se sentindo cansadas praticamente nos mesmos horários.

 Hoje, sabe-se que alguém boceja após ser sugestionada ao fazê-lo. Por exemplo, ao ver – ou ouvir – outra pessoa bocejando, você provavelmente fará o mesmo.

O mesmo valeria para o ato de bocejar durante uma leitura sobre o assunto, ou mesmo ver a foto de alguém bocejando. Ou seja, o bocejo é contagioso. 

Nossos ancestrais e o bocejo 

Uma teoria diz que as pessoas bocejam para resfriar o sangue e refrescar o cérebro.  Um teste mostrou que o bocejo se espalha de uma pessoa para outra como uma forma de “clarear” a mente. Por essa teoria, o bocejo seria uma forma de as pessoas, agindo em grupo, ficarem mais alertas. 

O bocejo contagioso teria evoluído, desde a época em que o Homo sapiens vagava pelas savanas africanas, a milhares de anos, para ajudar os indivíduos, agindo em grupo, a permanecerem mais vigilantes contra o perigo. 

Outras pesquisas seguem o ponto de vista evolucionário. O contágio do bocejo pode ter ajudado nossos ancestrais coordenar melhor períodos de atividade e repouso. Era importante que todos os membros do grupo estivessem prontos a fazer a mesma coisa, ao mesmo tempo. 

Apenas 6 segundos 

A porção do cérebro responsável pela deflagração do bocejo é o hipotálamo. Alguns neurotransmissores, incluindo dopamina, e um neuropeptídio estimulam o comportamento. Qualquer pessoa, de qualquer raça, idade ou sexo boceja. 

Mais de 60% das pessoas bocejam. Primeiro, uma longa inalação, seguida de uma breve exalação, durante a qual é muito, certamente impossível, evitar que você abra a boca e respire algum ar. Um bocejo típico dura, em média, 6 segundos. 

Causas 

Ainda não estão suficientemente claras as causas da contaminação. Para aqueles que estavam convencidos de que o fenômeno é o efeito da falta de oxigênio no cérebro, o que faria a pessoa inalar ar mais profundamente, estudos mostram que não há nenhuma diferença significativa entre a frequência do bocejo em ambientes pobres ou ricos em oxigênio. 

Estudos recentes, relacionados à Psicologia, sugerem que o comportamento tem a ver com a empatia que sentimos por outras pessoas. 

Empatia é a capacidade inerente ao ser humano de perceber as reações emocionais das outras pessoas, o modo pelo qual conhecemos intuitivamente o outro. É uma forma de identificação que se estabelece entre as pessoas, e tem a ver com o desenvolvimento cognitivo. 

É a empatia que nos faz ceder a um bocejo, quando vimos alguém bocejando. E o fazemos inconscientemente. Estudos revelam que, quem é imune à contaminação e não boceja com os outros tem pouca habilidade para se sentir no lugar deles, não tem essa característica humana de mostrar empatia pelos semelhantes. 

Com base no principio da empatia, as pessoas copiam outras com quem se identificam, já que os seres humanos têm a tendência natural de imitar os outros. Em apoio a essa tese, pesquisas neurológicas mostram que o bocejo contagioso afeta as mesmas regiões do cérebro relacionadas à empatia, embora ainda não se saiba exatamente por que. 

Doença grave 

Por outro lado, crianças muito pequenas, abaixo de 5 anos, bocejam, mas não se contaminam com o bocejo dos outros, talvez porque sua capacidade cognitiva não esteja totalmente desenvolvida. Ou seja, a criança aprende a ser empática – e a bocejar após ter sido contaminada pelo bocejo dos outros – no convívio com os pais. 

Outro estudo diz respeito a crianças com idade acima de 7 anos, que tenham autismo. Sabe-se que o autismo faz com que elas tenham dificuldade de se relacionar com outras pessoas e, portanto, ser empáticas. 

Crianças autistas não se contaminam pelo bocejo, conforme estudos nesse sentido. Isso é mais uma prova de que o bocejo tem a ver com a empatia e reforça a tese de que é, mesmo, contagioso. Mas não se preocupe. Ao se contaminar pelo bocejo de alguém, você não pegará nenhuma doença grave!

Fonte: Livro do Mundo

Uma resposta to “Bocejar é contagioso?”

  1. Tom Lima 27/02/2011 às 23:11 #

    Muito bom este post, que com a foto, ficou bem interessante. Ainda bem que li deitado, kkkk! Parabéns.

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